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Vida de
risco
Muitas são as opções de esportes radicais. Em comum, a overdose de adrenalina Colaborou Andressa Zanandrea O coração dispara, a boca seca, o estômago embrulha, as
pernas bambeiam. Seja durante os minutos apreensivos do primeiro beijo ou
aquela vertigem chata de quando olhamos para baixo lá do alto do décimo
andar de um prédio, esses sintomas não tardam a aparecer. Muito prazer,
adrenalina!
O hormônio é o grande responsável por arrastar multidões
à prática de esportes radicais. Pessoas dependuradas em penhascos, nas
profundezas do oceano, sobre rodas em pedregulhos ou despencando no ar com
um pedaço de lona. Cada vez mais os esportes que envolvem altos riscos são
a opção de quem é avesso ao estresse da cidade grande, curte desafios ou
está em busca de maior liberdade e contato com a natureza.
O gaúcho Gustavo Morais é um curioso em matéria de
esportes radicais. Ele já praticou vários deles, mas uma lesão no joelho o
afastou dos mais ousados. "Esses esportes proporcionam uma sensação
maravilhosa de perigo e liberdade. É a melhor forma de esquecer os
problemas. Além disso, me incentivam a encarar desafios", diz.
Gustavo Cruz, também de Porto Alegre, pratica rapel,
trilha e street luge – uma evolução do skateboard, em que se desce uma
ladeira em uma prancha especial – para esfriar a cabeça. "Além de aliviar
a tensão da semana e descobrir lugares novos, cada momento pendurado em
uma corda ou agarrado em uma fenda parece se tornar eterno", acrescenta.
Alguns optam por se profissionalizar. Esse é o caso do
carioca Ivo Lima Brasil Junior, piloto de nível intermediário pela
associação de vôo livre do Rio de Janeiro há 13 anos e especialista em
mergulho há quatro. Periodicamente, ele realiza mergulhos em grandes
profundidades e acumula vários títulos. Além disso, pratica bungee-jump,
paraquedismo e rafting – descida por corredeiras em botes.
Aventureiros online Tudo começou quando Tahuana, que sempre foi atraída por
adrenalina e desafios, resolveu mandar um e-mail para todos que conhecia,
avisando sobre uma possível atividade. "Esperava conseguir pelo menos
cinco respostas. Descobri que havia muito mais interessados! Me surpreendi
muito com a resposta positiva que tive", conta.
Logo depois, em outubro do ano passado, surgiu a idéia do
grupo – que ainda não tem nome definido. "Com tanta gente, seria
complicado gerenciar tudo. No grupo, todos poderiam se conhecer melhor,
trocar informações, dar sugestões, ajudar a organizar os passeios...",
explica.
Ela conta que não deixou o lado social de lado. "Com o
crescimento do grupo, percebi que tinha que criar algo que integrasse mais
o pessoal. Resolvi então criar o Chopp Aventura, que é um happy hour no
meio de semana. Minha intenção é realizar uma atividade de aventura e uma
atividade social por mês", planeja.
Radical? E aí, ficou animado para embarcar numa dessas aventuras?
Calma lá! Antes de se entregar a um desses desafios, é importante lembrar
que alguns cuidados devem ser tomados. O instrutor de rapel e canyoning –
descidas em canyons e cachoeiras –, Fábio Senna, de São Miguel Paulista
(SP) alerta para a segurança. "Muitas pessoas se acham auto-suficientes e
partem para a atividade sem um acompanhamento de um instrutor ou
desconhecendo as regras de segurança, ocasionando acidentes que poderiam
ser evitados".
Negócio lucrativo [30/08/2004] Fabio Senna -
Sao Paulo - 01/09/2004 ~ 16:43 Ivo Braisl - Rio de
Janeiro - 05/09/2004 ~ 18:49 |
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